PLANEJAMENTO
INSTITUCIONAL
Elba
Siqueira chama atenção para as ações clientelistas do século XX que construíam
escola como forma de favores aos eleitores, ao mesmo tempo se refere à
legislação dos tempos atuais que tem a educação como um direito e para o
direito.
Segundo
Dourado a forma de abordagem na educação deve ser feito com base na educação
para o direto, pois como direito a família não se apercebe de sua
responsabilidade. A livre escolha faz
com que haja uma acomodação e o indivíduo só venha notar a necessidade quando
for lhe for cobrado da existência da conclusão de determinado nível de ensino.
Na
educação para o direito o individuo perde a livre escolha retardada e passa a
ser preparado desde o início de sua vida. Assim pode, quando exigido, ter uma
resposta social mais precoce até porque a escola foi criada pelo homem para ser
uma instituição sistematizadora do saber e ao mesmo tempo ampliar conhecimento
por meio da interação de seus membros. Para isso é necessário que seja
entendida como apropriação da cultura e que seja tratada como privilégio na
formação de sujeitos críticos com condições de se tornarem criativos no
desenvolvimento de setores específicos.
A
gestão da escola deve estar atenta para assumir seu papel de administrar com
base no Projeto Político Pedagógico, pois administrar requer sensibilidade e
coerência de forma que os meios e os fins tenha início num planejamento
adequado.
A
gestão, junto à sociedade, deve consolidar o processo de condução do trabalho
escolar no momento em que se envolve na participação das ações decisórias, na
definição de prioridades na aplicação de recursos tanto financeiro,
administrativo quanto pedagógico.
Um
fato a ser observado é a plenitude do fazer com eficácia, eficiência,
afetividade e humanização, mesmo nos momentos mais racionais de suas ações.
Para
agir com coerência na aplicação do planejamento participativo a escola
necessita ter um Conselho Escolar que entenda seu papel e atue de forma efetiva
junto à gestão da escola.
Para
que a escola possa atingir o ápice sua eficiência é necessário realizar a
avaliação institucional um processo avaliativo de múltipla faceta onde os
atores do processo se avaliam por segmento e os segmentos da comunidade
escolar,....avaliam-se entre si e cruzam-se é numa dinâmica espiralada de
observação e aceitações . Esse sistema de avaliação sofre ação dos diversos
segmentos forma uma teia avaliativa onde alunos são avaliados por professores,
técnicos e demais componentes da escola são avaliados por de provas escritas em
sala de aula, provas orais, no comportamento, e pelas avaliações externas como:
SAEPE (Sistema de Avaliação do Estado de Pernambuco), SAEB (Sistema de
Avaliação Ensino Básico), ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), ENAD(Exame
Nacional de Desenvolvimento do Estudante), Provinha Brasil entre outras formas
de aferição do desempenho do aluno fora da escola.
Por
outro lado os professores também são observados em suas ações, coerência com o
planejamento, manejo amistoso da sala de aula, afetividade com seus discípulos.
A
avaliação institucional segundo Sandra demandado do sistema de ensino público,
em nível de educação básica, demanda o direcionamento da construção de processo
pedagógico sistematizado de acordo com as
necessidades. Nesse processo todos são avaliados desde o diretor aos
mais membros da comunidade escolar. Porém essa via de onde todos se avaliam
entre si ainda conta com infraestrutura
escolar que muitas vezes não dá conta da demanda.
Há
escolas que estão lotadas de computadores e os docentes estão a ano luz do
avanço tecnológico. Uns por comodismo, pois não tiveram a formação para as
novas tecnologias por essa razão ficam receosos em usá-las por medo de quebrar.
Os professores que estão saindo das faculdades já passam por esse acampamento,
até porque os tempos são outros. Há, também, os que têm fobia em aceitar a utilização de e novos equipamentos
na escola, enquanto isso os alunos que já nasceram no colo da tecnologia andam
a passo largo. O docente necessita ser encorajado a enfrentar esse novos
desafios e assim contribuir para a avaliação um melhor desempenho da
instituição onde presta seus trabalhos, além de poder sentir sua auto estiva
elevada por está m sintonia com o que a sociedade exige de sua atuação como
profissional da educação.
1 Texto
extraído do Caderno 4 da Coleção Gestão e avaliação da escola pública: SOUZA,
Ângelo Ricardo de Souza...[et al.]. Gestão e avaliação da educação escolar.
Universidade Federal do Paraná, Pró-Reitoria de Graduação e Ensino
Profissionalizante, Centro Interdisciplinar de Formação Continuada de
Professores; Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. - Curitiba:
Ed. da UFPR. 2005, p.17-22. 42 p. - (Gestão e avaliação da escola pública; 4) Texto
adaptado para este curso.
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