TEU ESTADO DE ESPÍRITO
Pedra lascada, pedra polida, pedra moída; seja qual for, todas tem serventia por me trazer simpatia;
Mesmo assim preparei meu antimíssil para interceptá-las, pode ser que da janela, venham me atormentar;
Por ter
percebido que a pedra lascada possa ferir meu coração como se fosse um ferrão, resolvi lapidá-la;
Pois bem, polida, aguça, impressiona a visão; Porém a pedra moída, quando derretida ou transformadas em grãos; Enche minha vida de gratidão, pois ao ser inalado segue até os pulmões, mistura-se ao oxigênio, invade a corrente sanguínea chega ao coração; ao circular pelo corpo seu ponto de chegada o cérebro, daí enche-o de dopamina causa mais emoção, deixa–me alucinado e sempre bem animado;
Teu Estado de espírito segue sempre radiante; Embora estando distante; atirados na janela bem na linha do horizonte; transformam-se em ouro, esmeralda ou diamante;
Faz-me ficar pensativo ao focar o retroativo ao mesmo tempo em que olho em frente e as vejo converter-se em pétalas que enche meu coração de amores.
Sinto tua presença pairar no ar como um planador sem motor, uma ave de rapina que, ao enxergar de longe, deixa-me sem jeito ao olhar esse teu jeito de menina.
Tua uma visão aguçada avança pela calçada aproxima-se da janela do meu quarto com pedras na mão a me lançar; então eu te rogo e não me afogo, imploro lança logo essa pedra atinge meu coração garanto que não vou fazer confusão.
Estou Prevenido já ativei meu antimíssil, preparei o radar, pois mesmo sem ouvir barulho estou pronto para te capturar, sem pestanejar.
Teu estado de espírito resgata o que há de melhor, seja dos tempos de hoje, ou dos tempos da vovó, segue o mesmo princípio e enche meu coração de alegria sem que haja sangria.
Mina-me as resistências, enche meu espírito de essência ao trazer mais energia;
Sinto tua presença vejo-te num avião formidável, afável, maravilhoso e te peço fica calma, pois estais no fundo de minha alma;
Deixa para trás as condolências, estica, anima-te corre porque admiro esse teu jeito risonho que alimenta m’alma;
Sinto tua calma, através dela, me exponho perco o medo torna-me um sem vergonha; Piso firme; piso em falso; quase levo um esculacho, pois a certeza que tenho é que teu estado de espírito alavanca o contraditório; torna-me compulsivo e um pouco apreensivo. Não tem dia nem hora
vejo-te através dos ventos em açoites; A prova disso querida é que sonhei contigo essa noite;
Com tua classe e sutileza, sinto o realce de tua beleza, pois com teu estado de espírito não perdes a compostura, mesmo sentindo bravura sabes te pronunciar ao me aliviar com palavras doces e sinceras; Escuto o trissílabo ao me dizer espera...
Comparo-te a uma donzela cujos passos são de uma gazela.
Essas palavras singelas tenta retratar teu estado de espírito daí a necessidade utilizar um radar para e cumprimentar.
Vejo também o
realismo que me coloca em abismo;
Ainda que seja virtual fico assanhado; Ao levar uma cacetada meu coração não desiste; dispara ao sentir que não é de ferro; Por esse motivo saio correndo aos berros ainda assim resisto, pois há uma arma, poderosa; o amor que ajuda a suportar a dor, porque sei da ternura que tens para me dar.
Percebo tua razão, tua alma avançada; Esse teu estado de espírito, cuja sensatez e decência; Deixa-me enfurecido, ao mesmo tempo em que acalma minha alma;
Fito os olhos nesse teu jeito danado; fico safado ao ouvir teu sussurro; Isso é que mais me inquieta, pareço um atleta atrevido, aguerrido, pois faz me fazer repente, a te olhar diferente.
O amor pode ser fraterno, platônico, altruísta, amor de homem e
mulher; Seja ele qual for deixa pista de um amor verdadeiro; desde que traga felicidade aos dois;
Comparado um ferreiro a construir o seu ninho e a um ferramenteiro cujo trabalho é moldar instrumentos para os outros trabalharem; Teu estado de espírito balança minha estrutura; pois a pedra esteja em estado for: lascada, polida ou moída deixa-me bastante animado até fazer travessura fato que se alivia com essa tua formosura.
Amo
esse teu estado de espírito; amo-te seja de que jeito for.
Escrito em 2010.